Mulheres no Ceará ainda têm baixa representatividade na Política e na Segurança


Embora, a nível nacional, as mulheres trabalhem e estudem mais do que os homens, as cearenses continuam com representatividade inferior a eles em determinadas áreas de atuação no mercado de trabalho, como na política, segurança pública e no corpo docente do ensino superior. É o que revela o estudo Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (7), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O Estado possuia, em 2014, apenas 6,1% do seu efetivo em atuação nas polícias militar e civilcomposto por mulheres. Eram apenas 1.121 mulheres contra 18.502 homens, a segunda menor representatividade feminina entre os estados do Nordeste, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte, com 5,1% de policiais do sexo feminino. O Amapá é o Estado com o maior número de mulheres na coorporação, 23,4% do seu efetivo.

No campo da política, a proporção de mulheres do Ceará entre os parlamentares eleitos para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal é de apenas 8% no ano de 2017, com 2 representantes de um total de 67 mulheres em todo o País ocupando essas posições.

Em uma melhor proporção, mas ainda inferior, as mulheres no Estado compunham 46,6% do corpo docente – em exercício ou afastado – do ensino superior no ano de 2016. O Índice, no entanto, é o segundo pior do Nordeste, ficando atrás do Rio Grande do Norte, com 45,4% dos professores universitários formados por mulheres. Estados como Bahia, Paraíba e Piauí, contudo, possuem mais mulheres do que homens nessa ocupação.

desigualdade no mercado de trabalho em todo o Brasil é comprovada, ainda, no rendimento. Em 2016, conforme o estudo, as mulheres nordestinas ganharam, em média, 87% do que os homens ganharam, ou seja, enquanto eles tiveram um rendimento habitual médio mensal de todos os trabalhos de R$ 1.477, as mulheres chegaram a R$ 1.286. A proporção é maior que a média nacional, de 76,5%.

As informações sobre as condições de vida das brasileiras foram retratadas na publicação com base em recomendações da Organizações das Nações Unidas (ONU) de harmonização e comparabilidade internacional. O estudo teve como referência pesquisas do Pnad, Pnad-C e PNS, com dados de fontes como o Ministério da Saúde, Congresso Nacional e Inep/MEC.

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