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Há seis meses da eleição presidencial, já são 14 os pré-candidatos oficializados.

Faltam exatos seis meses para a eleição que vai definir o novo presidente do país e já são 14, os nomes  que se declararam publicamente para disputar o cargo. Dentre eles estão ex-presidentes, senadores, deputados, ex-ministros e até um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal. Nas próximas semanas deve ser oficializada mais uma candidatura, a do PSB. PT e MDB, dois grandes partidos, ainda não divulgaram seus quadros, apesar de prometerem apresentar um candidato nos próximos meses aos eleitores.


Veja a lista de pré-candidatos a Presidente da República. 

O senador Álvaro Dias vai representar o Podemos, eleito em 2014 pelo PSDB, Álvaro  migrou para o PV e, em julho do ano passado, buscou o Podemos, antigo PTN. 

Ciro Gomes vai concorrer ao posto mais alto do Executivo pela terceira vez. Ele vai representar o PDT e, em seu discurso ao se apresentar como candidato, Ciro se mostrou contra as desigualdades e propos um ''projeto de desenvolvimento'' para o país. 

Fernando Collor, ex-presidente e senador, vai concorrer ao cargo mais uma vez, desta pelo PTC. Ele governou a República entre 1990 e 1992, quando sofreu impeachment foi substituído pelo então vice-presidente Itamar Franco. Ele foi o primeiro presidente a ser eleito pelo voto direto após o regime militar. 

Após a desistência de outros quadros da sigla, o PSDB oficializou, no último dia 20, a pré-candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Esta será a segunda vez que ele disputará a vaga. 

Guilherme Boulos representará o PSOL. Depois de uma consulta interna que contou com outros três nomes, o partido decidiu lançar a pré-candidatura de Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), após ele se filiar à sigla no início do mês de março. 

O PSL trás Jair Bolsonaro como seu candidato. Deputado federal na sétima legislatura, Bolsonaro se filiou ao PSL na última quarta-feira (7). Considerado polêmico por suas bandeiras,  Bolsonaro defende a ampliação do acesso a armas e um Estado cristão, além de criticar modelos de família, segundo ele, “não tradicionais”, como casamento homossexual.

Com 55 anos, João Amoêdo é o candidato pelo partido Novo, que ajudou a fundar. Formado em engenharia e administração de empresas, fez carreira como executivo do mercado financeiro.
Já o PSDC confirmou no último dia 15 de março a pré-candidatura do seu presidente nacional, José Maria Eymael, que vai concorrer pela quinta vez.

Outro candidato recorrente ao pleito é o jornalista e publicitário Levy Fidelix,representando o partido do qual é fundador: PRTB. Abordando temas em defesa da família e dos “bons costumes”, ele buscará aproveitar o momento de insatisfação dos brasileiros com a corrupção para se dizer um candidato “ficha limpa”.

A deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, será a candidata pelo PCdoB. A ex-deputada federal, por dois mandatos, teve a pré-candidatura lançada pelo partido comunista em novembro do ano passado. Esta é a primeira vez que o PCdoB lançará candidato próprio desde a redemocratização de 1988. Um dos motes da campanha será o combate à crise e à “ruptura democrática” que, segundo a legenda, o país vive.

A ex-senadora Marina Silva vai disputar a Presidência pela terceira vez consecutiva. Integrante da sigla Rede Sustentabilidade, Marina tem como plataforma a defesa da ética, do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.

Até a semana passada no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista Paulo Rabello de Castro deixou o cargo para confirmar a disposição de disputar à Presidência. Segundo o PSC, partido qual ele representará, embora não tenha promovido um ato de lançamento, a legenda já trabalha com a pré-candidatura como oficial. 

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ) é o pré-candidato pelo DEM. Maia tem buscado ser uma alternativa de centro e, em suas próprias palavras, “sem radicalismos”. Ele assumiu o comando da Câmara após a queda de Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso pela Operação Lava Jato, e ganhou mais protagonismo político pelo cargo que ocupa, já que é o responsável por definir a pauta de projetos importantes, como a reforma da Previdência.

O PSTU, que nas últimas vezes concorreu com o candidato José Maria de Almeida (Zé Maria), lançará uma chapa tendo a sindicalista Vera Lúcia como candidata à Presidência. Vera Lúcia, 50 anos, foi militante no PT e integrante do grupo fundador do PSTU. O vice na chapa é Hertz Dias, 47 anos, militante do movimento negro.

Matéria do site Exame 
Por Lucas Lima