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Agente penitenciário morto na Grande Fortaleza estava "decretado" por facções, diz sindicato


Cinco agentes penitenciários foram "decretados", como diz a linguagem das organizações criminosas, ou seja, ameaçados de morte. A informação é do diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindasp), Natanael Andrade, que denuncia que um desses agentes seria Antônio Rodrigues Pessoa, 36 anos, que foi morto nessa quarta-feira, 12, em São Gonçalo do Amarante (Grande Fortaleza). A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) divulgou a prisão de suspeitos e um terceiro identificado, que é fugitivo de uma Cadeia Púbica onde o profissional era lotado. Esse homem é procurado pela Polícia.

Conforme o diretor do Sindasp, Antônio Rodrigues era ameaçado. O agente era lotado em São Luis do Curu, mas dava reforço operacional na unidade prisional Desembargador Francisco Adalberto Barros de Oliveira Leal, conhecida como Carrapicho, em Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza). Ele já havia sido transferido de São Gonçalo do Amarante após ameaças. E no Carrapicho também foi alvo de represália das facções. O sindicato afirma que informou o nome dos cinco agentes ameaçados de morte e que essa denúncia aconteceu durante uma reunião com a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus). A DHPP, em coletiva nesta quinta-feira, 13, disse desconhecer qualquer ameaça sofrida pelo agente e que os familiares também não descreveram qualquer ação de represália.

O presidente do Conselho Penitenciário do Ceará, Cláudio Justa, informou que na reunião da manhã do dia 17 de agosto, no auditório da Sejus, a secretária da pasta, Socorro França, reuniu-se com os agentes e foi relatado a ameaça contra esses cinco profissionais que atuavam na Carrapicho. "A secretaria estava ciente de tudo", disse Justa.

No entanto, o presidente do conselho não soube informar se a situação de Antônio havia sido detalhada na reunião. De acordo com Natanael Andrade, as ameaças são constantes. O sindicato recebe denúncias diariamente. "Hoje (13) pela manhã agentes foram dar a alimentação dos presos e eles pegaram um grupo e disseram que na saída do plantão ia ter morte. Em todas as reuniões qu

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