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Após acidente com micro-ônibus escolar, famílias de estudantes reclamam da falta de apoio da Prefeitura de Sobral

Todas as 12 crianças que estavam no veículo ficaram feridas, mas dois jovens tiveram consequências mais sérias.

Francisco Digenario Rodrigues está com problemas na visão por conta da pancada que teve na cabeça, no momento do acidente. — Foto: Mateus Ferreira/TV Verdes Mares
Passadas mais de duas semanas desde o acidente com um micro-ônibus escolar da Prefeitura de Sobral, que tombou e deixou 12 estudantes feridos, algumas crianças ainda seguem sem “apoio da Secretaria de Educação de Sobral (Seduc)”, conforme relato das mães das vítimas. “A Seduc não veio aqui, eles só fizeram prometer. Ele está acamado, quando se levanta ele fica tonto”, conta Maria da Penha Santos, mãe do estudante Francisco Digenario Rodrigues. Depois de mais de 15 dias, o jovem ainda não retornou às aulas. “Ele fica com dor de cabeça, e está com problema de vista, porque ele bateu a cabeça”, acrescenta.


O micro-ônibus escolar da Prefeitura de Sobral tombou no dia 13 de abril em Forquilha, na Região Metropolitana de Sobral, quando o motorista perdeu o controle do veículo em uma curva. No transporte, estavam crianças e adolescentes que voltavam de um evento esportivo entre escolas da região. Nenhum dos passageiros usava cinto de segurança, exceto o condutor do micro-ônibus. Dentro estavam 12 crianças e três adultos. O motorista confessou que a documentação do veículo estava irregular. Todas as crianças ficaram feridas.

Micro-ônibus com crianças tomba em Forquilha, na Região Metropolitana de Sobral. — Foto: Mateus Ferreira/TV Verdes Mares
Ainda conforme a mãe, Digenario “precisa de medicamentos que não têm no posto de saúde”. O outro estudante que ficou em estado grave, após o acidente, foi Wanderson Frederico Paiva. A dona de casa Valdene Rodrigues cuida do jovem Wanderson desde que ele perdeu a mãe, aos oito anos de idade. Ela conta que o estudante, que quebrou a perna e o fêmur no acidente, precisa de acompanhamento médico e psicológico. "No dia do acidente, nós fomos bem acompanhados e a prefeitura disse que ia ajudar, mas depois ninguém veio.", afirmou Valdene.

Wanderson quebrou a perna e o fêmur no acidente — Foto: Mateus Ferreira/TV Verdes Mares
Em nota, a Seduc informou que deu todo o apoio necessário às famílias no dia do incidente, 13 de abril, e durante toda a permanência dos alunos nos hospitais. “Tanto o secretário da Educação, quanto os membros da direção da Escola Frederico Auto Correia, estiveram na unidade de saúde acompanhando os estudantes, inclusive, um carro da secretaria ficou à disposição das famílias. Agora, os alunos receberão apoio psicológico por meio dos orientadores educacionais que estão sendo convocados”.

A pasta esclareceu ainda que toda frota de veículos do transporte escolar passa por vistoria anualmente e cada rota possui um período para realizar o processo. “Os veículos do distrito de Taperuaba, assim como Jaibaras, Caracará e Aprazível, estavam agendados para o período de 18 a 27 de abril”. Por fim, disse que “a Prefeitura de Sobral acionará a Secretaria da Saúde para providenciar os medicamentos necessários para os estudantes em recuperação”.

Fonte: G1 Ceará