29 de mai. de 2020

Cidades da Região Norte devem ter recomendação de lockdown, indica secretário


"A Região Norte, por exemplo, apresenta um aumento bastante preocupante e, portanto, nessa, provavelmente teremos uma situação de maior restrição", afirmou.
Helene Santos

O Governo do Estado deve recomendar a adoção do isolamento social rígido - semelhante ao lockdown aplicado em Fortaleza - a municípios da Região Norte do Ceará. Conforme o secretário chefe da Casa Civil, Élcio Batista, a localidade é uma das que tem apresentado aumento dos índices de saúde relacionados ao novo coronavírus.

Em entrevista exclusiva na manhã desta sexta-feira (29), Batista lembrou que o governador Camilo Santana tem se reunido virtualmente com prefeitos e secretários municipais de cada região para avaliar os diferentes cenários de contaminação no Estado.

"Em acordo com os prefeitos, iremos aumentar a restrição em alguns lugares, dado o crescimento da curva de contágio. A Região Norte, por exemplo, apresenta um aumento bastante preocupante e, portanto, nessa, provavelmente teremos uma situação de maior restrição", afirmou.

Durante transmissão nas redes sociais nesta quinta-feira (28), Santana já havia anunciado a intenção de recomendar o isolamento social mais rígido a alguns municípios. 

A lista dos municípios aos quais o Estado irá recomendar o lockdown estará no decreto estadual a ser publicado ainda nesta sexta (29).

Rede de saúde

O titular da Casa Civil ainda ressaltou as ações relacionadas a saúde adotadas para o atendimento de pacientes com Covid-19 no Interior do Estado. Segundo ele, nos últimos 60 dias, o número de leitos de UTIs em alguns hospitais regionais mais do que dobrou, como é o caso do Hospital Regional do Cariri e da Região Norte. Ainda foram expandidos leitos no Hospital Regional do Sertão Central, onde também há um hospital de campanha, e nos hospitais polos de municípios como Icpo, Crateús e Iguatu.

"No Interior, a gente está fazendo um trabalho permanente com os municípios e com as autoridades sanitárias locais para que eles atuem também na prevenção, na atenção básica, visitando as pessoas e iniciando o tratamento na medida em que eles tenham a confirmação de sintomas na casa das pessoas. Isso talvez ajude bastante que a gente reduza o número de pessoas que vão demandar assistência especializada dentro de centros de terapia intensiva", ressaltou.

Fonte: Diário do Nordeste


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