11 de mai. de 2021

Fábrica fechada em Lisieux: Braguinha alega ter sido vítima, chama proprietário de "canalha" e assume dívidas deixadas pela empresa


O prefeito de Santa Quitéria, Braguinha (PSB), concedeu uma entrevista na tarde desta terça-feira (11) à rádio Progresso FM de Lisieux, onde deu a sua versão sobre o fechamento da fábrica Calçados Lisieux, ocorrido no sábado passado, menos de três meses após iniciar as suas atividades e que deixou para trás um enorme rastro de prejuízos. Ele contou sobre a sua relação com Claison Lamperti, proprietário da empresa, como descobriu o histórico de golpes já praticado por ele e o que fez para contornar os danos causados a funcionários e comerciantes.

Ao radialista Toinho Moura, ele afirmou que seu objetivo era ver se instalando uma fábrica, gerando emprego e renda e ofertando trabalho aos munícipes, tendo feito com a melhor intenção.

"Se apresentou uma indústria que já tinha passado em várias cidades, inclusive Fortaleza e nós ficamos animados e consequentemente, fizemos tudo para trazer esse empresário. Infelizmente, a gente não se cercou de olhar o histórico deste cidadão e houve alguns contratempos que nos deixou muito triste e preocupados, se tratava de uma pessoa que não tinha uma conduta ilibada."

Com pouco tempo de funcionamento, Braguinha relatou ter visto comentários em redes sociais sobre problemas de Claison em outras cidades - conforme mostramos na matéria anterior - e ao fazer uma busca, viu muitos processos reivindicando direitos trabalhistas, inclusive citou que um advogado foi até Santa Quitéria em busca do proprietário para resolver estes prejuízos. "Quando eu vi, ficamos com um pé atrás e disse pra mim mesmo: é melhor a gente evitar, cortar esse mal agora do que ter um bucho maior e foi o que aconteceu", disse.

O empresário teria chegado ao ponto de usar o nome do prefeito e de seu filho, vereador Joel Barroso, para fazer compras no comércio local. "A gente vai somando as irregularidades que vimos, como comprar usando o meu nome e o nome do Joel, dizendo que nós é que iríamos pagar. Ele foi comprar ração para cachorro dizendo que era para Joel, sendo que nem cachorro ele tem", reclamou.

Lamperti deixou cerca de R$ 4 mil em dívida com a Enel durante o funcionamento no Centro Cultural, além de não ter pago aluguel, conta de água e até alguns servidores que ficaram sem receber, débitos esses todos que foram assumidos pelo prefeito e pagos hoje pela manhã, quando esteve em Lisieux. "Quero tranquilizar a toda a população que ninguém ficou prejudicado, somente o Braga perdeu apostando em ver isso aí melhor. Honrei todos os compromissos assumidos, não vamos deixar ele lesar ninguém aí", declarou.
"Eu cai nessa, porque pra mim até que me prove o contrário, todo mundo é honesto, é decente e eu fui cego. Como cidadão, peguei essa bomba. Não tem nada de prefeitura, é pessoa física. Nós iriamos atrás depois de um incentivo, mas quando eu vi a coisa errada, 'aqui não vai dar certo' e cheguei pra ele. Eu só gosto de trabalhar com pessoas decentes, cresci decente, quando eu vejo um pilantra eu procuro fugir rapidamente. Vamos em busca de pessoas decentes, agora a gente não vai cair mais neste conto não, se alguém se propor vamos analisar o histórico, conduta."

O pouco tempo de operação da Calçados Lisieux foi suficiente para acumular vários problemas. Há relatos de colaboradores que trabalharam com carga horária acima do permitido - cerca de 09 horas diárias - para receber um salário de apenas R$ 300, sem contar a dificuldade que tinham para receber o valor.

Registrada na Receita Federal como Lisieux Industria e Comercio de Calçados LTDA, a "Santa Luna", como consta seu nome fantasia, nasceu já audaciosa: iniciou com 28 funcionários e uma produção diária de 300 pares de sapatilhas e tinha até julho, pretensões de aumentar para 60 funcionários e chegar a dezembro com 150, além de uma meta diária de 600 pares feitos.

Fonte: A Voz de Santa Quitéria

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