24 de jun. de 2021

PF desarticula esquema de desvio de dinheiro do combate à pandemia em município do Ceará


Uma operação da Polícia Federal, em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 24, para desarticular grupo suspeito de desvio recursos públicos da pandemia em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza. Batizada de Operação Soroche, a ação cumpre 10 mandados de busca e apreensão nos domicílios dos suspeitos em Maranguape e na Capital.

Cerca de 50 policiais federais e seis servidores da CGU estão cumprindo os mandados. A operação decorre de Inquérito Policial instaurado em junho de 2020, para apurar crimes de corrupção, desvio de recursos públicos federais e fraude em procedimento de dispensa de licitação, no contexto do enfrentamento ao coronavírus no município da Região Metropolitana de Fortaleza. 

Segundo a Polícia Federal, uma auditoria da CGU e investigação da PF identificaram indícios de fraudes na escolha das empresas contratadas em dispensas de licitação; ausência de capacidade operacional e/ou técnica das empresas; empresas de fachada; movimentação financeira suspeita; conluio entre as empresas para burlar a licitação e sobrepreço nos equipamentos adquiridos.

O esquema funcionava com uma empresa fantasma sendo escolhida no processo de licitação e, em contato com outra empresa real, os preços eram super faturados e, então, o valor era repartido entre as duas. De acordo com as apurações, foram 35 mil kits de alimentação no valor total de 973 mil; 1,5 milhão em material médico; 24 mil cestas básicas no valor de 900 mil e 543 mil em quentinhas.

A investigação policial apontou ainda prejuízos aos cofres públicos superiores a 3 milhões de reais. A Justiça Federal realizou o bloqueio desses valores em contas dos investigados. O nome da operação faz alusão ao sofrimento físico em lugares com altas altitudes.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, ordenação de despesa não autorizada por Lei e organização criminosa, e, se condenados poderão cumprir penas de até 33 anos de reclusão.

As investigações continuam com análise do material apreendido na operação policial e do fluxo financeiro dos suspeitos.

Fonte: O POVO

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