27 de out. de 2021

Novo surto de Covid-19 faz China cancelar voos e fechar escolas

O país onde foram registrados os primeiros casos de Covid-19 acende sinal de alerta após um novo surto da doença registrado nesta semana. As autoridades locais não detalharam o total de novas contaminações, mas demonstraram preocupação ao cancelar centenas de voos, fechar escolas e iniciar novamente uma campanha massiva de testagem da população.

A origem dos novos casos ainda está sendo investigada, mas a principal hipótese aponta para uma possível nova variante do vírus registrada inicialmente em um casal de idosos que fazia viagem doméstica no país.

Segundo as autoridades chinesas, os idosos estiveram em Xangai, partiram em voo para Xi'an (centro) e depois percorreram as províncias de Gansu e Mongólia Interior (norte), áreas que voltaram a ter registros de infecções após meses com indicadores zerados. A capital Pequim também voltou a ter casos confirmados.

Temendo um novo agravamento da crise sanitária, gestores locais lançam mão de novas restrições. Na última quarta-feira, 20, uma divisão administrativa localizada na região chinesa da Mongólia Interior impôs um novo bloqueio social, anunciando ainda que testaria os 180.000 habitantes do território. A medida veio após a cidade de Erenhot e uma divisão chamada Ejina Banner terem proibido a entrada e saída de pessoas das respectivas localidades para barrar um possível alastramento do contágio.

Os novos lockdowns tem o objetivo de eliminar todos os casos enquanto a vacinação da população avança. Segundo informações do Governo chinês, mais de 70% dos habitantes, cerca de 980 milhões de pessoas, já estão completamente imunizados com as duas doses da vacina contra a Covid-19.

Antes de atingir a totalidade da população vacinada, o Governo deve continuar com as restrições. Por causa dos novos casos registrados, atividades importantes foram canceladas. Na última terça-feira, 19, por exemplo, a empresa Expace, organização aeroespacial financiada pelo estado, anunciou o adiamento de uma missão com o foguete Kuaizhou 1-A em Jiuquan alegando medida preventiva de controle de epidemias. Além disso, todos os tiveram foram proibidos de manter contato com qualquer pessoa do exterior.

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