9 de out. de 2021

Queiroga compara máscara a preservativo: 'diminui doenças, mas vou fazer lei pra obrigar o uso?'

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta sexta-feira (8) que, com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, já é possível pensar em retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre. Ele não deu prazo para autorizar a flexibilização, mas afirmou esperar que ela ocorra em breve.

Durante a coletiva de imprensa realizada para detalhar o planejamento da campanha de imunização contra a doença em 2022, Queiroga voltou a falar que a obrigação do uso da máscara por parte dos governos não serve para conscientizar a população sobre a importância do uso do equipamento.

Para sustentar sua tese, ele fez uma analogia com o uso de preservativos para evitar infecções sexualmente transmissíveis.

"Preservativos diminuem DSTs, vou fazer lei que obrigue a usar preservativo? Nosso problema não é máscara, temos que desmascarar algumas pessoas aí, que têm narrativas que não se sustentam", criticou.

A secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid, Rosana Melo, disse que é preciso ter prudência em relação à liberação das máscaras.

"Gostaríamos de ver Zé Gotinha sem máscara, mas não é assim, temos de ter prudência", declarou, ao falar que vários critérios precisam ser observados em relação à pandemia para decidir sobre isso.

TRATAMENTO PRECOCE

Questionado sobre o tratamento precoce, Queiroga afirmou que a opinião que tem é desnecessária por já ter emitido juízo em relação ao assunto.

"O tratamento inicial está sendo discutido. Já me manifestei sobre isso. É desnecessário me manifestar sobre esse aspecto. Todos sabem qual é minha posição. É preciso destruir narrativas. Se esse documento da Conitec, que prega o não uso do kit Covid como tratamento vazou, vazou de forma inadequada. Quem participa de reuniões privativas do Ministério e divulga, está sujeito a punições", disse.

VACINAS

Queiroga disse ainda que o Brasil não precisará das vacinas do Covax Facility em 2022. Ele afirmou acreditar que o imunizante da Janssen obtenha registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e "desejar fortemente" que a Coronavac consiga o mesmo.

"Quanto mais vacinas que tiverem registro definitivo e que forem incorporados pelo sistema de saúde, podem diminuir o custo. Vamos insistir que vacinas sejam incorporadas na saúde suplementar; vantajoso para operadoras de saúde."

Rosana Melo falou que ainda não se sabe se haverá necessidade de dose de reforço para a população acima dos 12 anos.

Segundo Rodrigo Cruz, caso haja necessidade de compra de mais imunizantes, o ministério tem "instrumento" para contratar

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