28 de jul. de 2022

CGD apura denúncia de violência doméstica de PM detido por se passar por médico

A Controladoria Geral de Disciplina (CGD) instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar o soldado Khlisto Sanderson Ibiapino Albuquerque por um caso de violência doméstica ocorrido em 2020. A abertura da investigação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta terça-feira, 26 e cita mais dois processos do policial de violência doméstica, ameaça e estelionato. O militar estadual do Ceará foi detido no dia 16 de julho atuando ilegalmente como médico no hospital de Paraipaba, município localizado a 94,1 quilômetros de Fortaleza, e utilizando o registro de um profissional da saúde. Ele foi solto em audiência de custódia.

Após o caso, a CGD instaurou o procedimento com as informações de que que o policial militar foi recolhido no presídio militar de Fortaleza em 8 de janeiro de 2020 em razão de uma prisão em flagrante que aconteceu na delegacia de Polícia Civil de Mossoró, no rio Grande do Norte. Na época, a sogra dele denunciou que foi injuriada e agredida. Além disso, teria entrado em luta corporal com o cunhado, que teria ficado machucado no lábio e no nariz, ainda realizando ameaças contra o parente.

Conforme o documento, a sogra relatou que a discussão teve início depois de ver a filha, companheira do soldado, com marcas de agressão no olho. O militar possuía, anteriormente,  mais dois procedimentos de violência doméstica formalizados em inquérito policial, por crime de ameaça em contexto de violência doméstica e familiar praticado contra uma ex-companheira  

Além disso, o policial é citado no documento com mais um processo que tramita na 3ª Vara de Mossoró, por estelionato majorado. O Processo Administrativo Disciplinar foi aberto na CGD considerando as condutas do militar estadual e infrações disciplinares.

Paraipaba 

Na época da prisão em Paraipaba, Khlisto encontrava-se afastado das atividades da Polícia Militar para tratamento de saúde. Na audiência de custódia, o militar ressaltou que cursou medicina do Paraguai, mas não possuía autorização para atuar no Brasil. Ele substituiu médicos plantonistas e as receitas e procedimentos foram encaminhados à delegacia para que fossem anexados aos inquéritos. 

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